Sistemas de Bens Móveis e Imóveis (SGBM e SGBI) ganham mais inovações

Além de identificar e avaliar a viabilidade e o impacto de novas tecnologias e soluções, estão entre as atribuições da Coordenadoria de Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (Cotec), da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), identificar, elaborar, implementar e monitorar metodologias, normas e padrões de tecnologia da informação.

Assim, os sistemas corporativos utilizados pelos órgãos/entidades do Governo Estadual desenvolvidos pela secretaria recebem, periodicamente, inovações e avanços necessários para que o andamento e a funcionalidade dos mesmos acompanhem as mudanças que as suas tarefas e procedimentos possam vir a exigir no dia a dia.

O SGBM (Sistema de Gestão de Bens Móveis) e o SGBI (Sistema de Gestão de Bens Imóveis) são alguns dos vários sistemas corporativos que receberam e vêm recebendo constantes melhorias ao longo do tempo.

O projeto do SGBM surgiu da demanda de um sistema robusto para realizar a gestão dos bens móveis do Estado. Atendendo à nova contabilidade aplicada ao setor público, pronto para realizar a depreciação, amortização e exaustão, e preparado para integração com o novo sistema de contabilidade da Secretaria da Fazenda (S2GPR),o SGBM entrou em operação em janeiro de 2016. É o sistema oficial de bens móveis do Governo Estadual do Ceará, regulamentado pelo Decreto n° 31.549, de 13/08/2014, e desenvolvido de forma corporativa pela Seplag para que os órgãos e entidades da administração direta controlem seus materiais permanentes de forma física e financeira, apurando as informações de gestão.

GERENTE_SGBM cópia“O SGBM além de possibilitar o atendimento às novas exigências da contabilidade aplicada ao setor público, tratando a questão da depreciação, possibilitará também uma melhoria substancial da gestão do patrimônio móvel uma vez que padroniza as nomenclaturas de identificação dos bens possibilitando consolidar informações de todos os órgãos e entidades usuárias do sistema. Com a consolidação dessas informações, o Governo do Estado poderá monitorar a vida útil dos bens móveis e planejar melhor os investimentos na renovação do seu patrimônio, da mesma forma poderá também redistribuir melhor o seu acervo patrimonial entre os órgãos e entidades, por intermédio de um controle mais efetivo sobre as movimentações internas de cessão e transferência de bens entre os órgãos que compõem o Governo.

O objetivo inicial é a partir dessas questões avançar, gradativamente, na melhoria da gestão do patrimônio móvel agregando outras funcionalidades no SGBM que permitam compatibilizar o uso do bem móvel e sua conservação com o seu tempo de vida útil e poder aliená-lo por meio de leilão antes que se torne totalmente anti-econômico ou inservível. Para isso ainda há um longo caminho a ser percorrido”, explica o gerente do projeto SGBM, e articulador da Coordenadoria de Patrimônio da Seplag, Ricardo Rodrigues.

O sistema foi desenvolvido na plataforma Java (linguagem) e Oracle (banco de dados), permitindo uma padronização das operações de movimentação patrimonial e possibilitando também a consolidação de informações de variações patrimoniais. Ele se integra ao SIGA que, por sua vez, se integra com outros sistemas corporativos do Governo Estadual, tais como: Sistema de Catálogo de Bens e Serviços; Sistema de Compras (Registro de Preço e Cotações Eletrônicas); Sistema de Fornecedores (Certificado de Registro Cadastral – CRC).

Entre muitos benefícios, o SGBM se destaca nas seguintes funcionalidades: 1) Inventário dos bens móveis; 2) Movimentações patrimoniais (Doação, Cessão, Transferência, Baixa e Movimento Interno); 3) Geração de relatórios; 4) Geração de termos de responsabilidades associados aos bens; 5) Geração de termos, decretos e extratos (diretamente no sistema EdoWeb) associados às movimentações patrimoniais; 6) Reavaliação e Redução ao valor recuperável dos bens; 7) Fechamento e consolidação mensal das movimentações patrimoniais; 8) Depreciação dos Bens; 9) Entradas de Bens Novos, e 10) Requisição e tombo de bens novos disponíveis no almoxarifado.

Detalhes técnicos do sistema/projeto SGBM

equipe SGBM cópiaO SGBM é um sistema web escrito em Java e utiliza o bando de dados Oracle. Ele utiliza algumas tecnologias adicionais como Hibernate (conexão e consulta ao banco de dados), iReport (geração de relatórios) e Envers (auditoria de dados).Os Responsáveis diretos do projeto/sistema/implantação SGBM são: Ênio Fontenele (coordenador da Cotec; Ricardo Rodrigues (gerente do projeto); Eduardo Luna (analista de gestão de TI); e Roberta Góes, Timóteo Jorge e Elizabete Fujiwara (analistas e desenvolvedores do sistema).

Em relação ao SGBI, o patrimônio de bens imóveis do Estado do Ceará é composto pela soma de todos os imóveis de todas as setoriais, órgãos, entidades vinculadas e secretarias pertencentes ao Estado.

A Coordenadoria de Patrimônio do Estado do Ceará (Copat), da Secretaria do Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag), é a responsável pela gestão de todo o patrimônio do Estado do Ceará e percebeu a necessidade de administrar e controlar de maneira mais eficiente todos os bens imóveis do governo.

Para realizar esta gestão, a Copat utilizava o Sistema de Gestão de Bens Imóveis (SGBI): um sistema interno implantado em 2007 pela Coordenadoria de Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação (Cotec/Seplag),  e que era basicamente um cadastro de imóveis, pois não realizava a gestão informatizada dos mesmos de forma eficiente.

Assim sendo, visando a implementação de um novo SGBI que pudesse atender às novas necessidades da Copat e realizar uma gestão informatizada mais eficiente dos imóveis do Estado do Ceará, foram elencados alguns entraves a serem solucionados, os  quais seguem na tabela abaixo:

tabela OK

Dentro daquela realidade, em 2011 foi dado início a um projeto que visava a contratação de uma empresa para realizar o trabalho de pesquisa em cartórios, visita e documentação de todos os imóveis do Estado do Ceará com o objetivo de coletar e documentar todos eles e formar uma base de dados em um novo Sistema de Gestão de Bens Imóveis, que se chamaria SGBI 2, e que funcionaria de forma corporativa entre a COPAT e as demais setoriais.

Após o levantamento de todos os requisitos necessários junto à COPAT e à empresa contratada para realizar o trabalho de campo, o SGBI 2 começou a ser desenvolvido pela COTEC, com previsão de conclusão em um ano.

Durante o processo de codificação (que era feito por módulos), entretanto, diversos fatores internos e externos forçaram o cancelamento do SGBI 2, que já disponibilizava módulos de cadastro em ambiente de produção e que estavam em uso pela empresa contratada, sendo necessário voltar à prancheta para reformulação do sistema. O SGBI, então, foi recodificado, contemplando as novas necessidades e rebatizado de SGBI 3.

A versão 3 do Sistema de Gestão de Bens Imóveis permite gerenciar os imóveis com base em laudos técnicos, realizados por engenheiros, e contempla os seguintes aspectos de um imóvel: 1) Identificação:  Dados básicos como código de identificação, localização, tipo de imóvel, disponibilidade, responsáveis, usuários e georreferenciamento; 2) Aspectos Físicos: Condições físicas internas e externas, descrição dos materiais utilizados na sua construção, desde telhados até paredes, pisos, etc., detalhando todas as informações por cada edificação do imóvel, infraestrutura disponível,  serviços comunitários existentes e topologia do local; 3) Aspectos Financeiros: Avaliação financeira do imóvel e todas as suas  edificações e benfeitorias contemplando também o cálculo automático de depreciação  com base nas regras determinadas no decreto 31.340 do Diário Oficial 210; 4) Aspectos Legais: Todos os registros de cartório e documentos importantes  do imóvel; 5) Imóveis  Vinculados: vinculação entre imóveis que foram avaliados separadamente, mas encontram-se fisicamente próximos ou unidos, e 6) Anexos: Fotos, plantas baixa, documentos e outros artefatos do imóvel podem ser anexados no SGBI.

Detalhes técnicos do sistema/projeto SGBI

equipe SGBI cópiaO SGBI foi desenvolvido na linguagem de programação Java, versão 7.0, publicado em servidor JBoss, versão EAP 6.3.0,  utilizando os recursos: Primefaces 4.0, JSF 2.2, EJB 3.1, Hibernate 4.0, JPA 2.1, Oracle 10g. As partes interessadas e responsáveis pelo sistema são: Ênio Fontenele (coordenador da Cotec); Eduardo Luna (gerente do projeto); André Stamatto e Daniel Jorges (analistas de TI e desenvolvedores); Arakén Aguiar (gerente de Negócio), e José Carlos (analista de Negócio).

Subsídio das informações:
Coordenadoria de Infraestrutura de Tecnologia da Informação
e Comunicação (Cotec) da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag)

04/04/2016
Assessoria de Comunicação da Coeti
coeti.comunicacao@seplag.ce.gov.br
3101- 4729

Uma ideia sobre “Sistemas de Bens Móveis e Imóveis (SGBM e SGBI) ganham mais inovações

  1. Boa noite.
    Onde se lê: “O SGBM é um sistema web escrito em Java e utiliza o bando de dados Oracle…“,
    Leia-se: “O SGBM é um sistema web escrito em Java e utiliza o banco de dados Oracle…“.
    Não precisa aprovar o comentário, Moderação.

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